25.4.15

Estreito de Magalhães, Reencontros e a Terra do Fogo

Nosso reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Nosso reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Para seguirmos de Punta Arenas para a Terra do Fogo, são duas opções: na primeira, precisamos dirigir para o nordeste por 170 km, contornando o Estreito de Magalhães até o ponto onde ele é mais estreito, apenas 2,5 km de largura, para aí cruzá-lo de balsa numa rápida travessia em direção à ilha. Na segunda, pegamos o barco em Punta Arenas mesmo para uma travessia de duas horas e meia até a pequena cidade de Porvenir, o maior povoado no lado chileno na Terra do Fogo.
Atravessando o Estreito de Magalhães, de Punta Arenas à terra do Fogo, no sul do Chile
Atravessando o Estreito de Magalhães, de Punta Arenas à terra do Fogo, no sul do Chile

Atravessando o Estreito de Magalhães, de Punta Arenas à terra do Fogo, no sul do Chile
Atravessando o Estreito de Magalhães, de Punta Arenas à terra do Fogo, no sul do Chile

Nossa escolha foi pela segunda opção já que quando formos deixar a Terra do Fogo em alguns dias, vamos seguir por essa rota do norte da ilha. Assim, conhecemos os dois lados dessa que é a maior ilha da América do Sul. Um grande barco para passageiros e veículos faz essa ligação (direto de Punta Arenas) uma vez ao dia, partindo logo após o almoço, embora devamos estar na fila bem antes disso, principalmente aqueles que forem embarcar veículos. Então, hoje de manhã ainda tivemos tempo de um bom café da manhã no nosso hotel, de passearmos um pouco mais pelas ruas centrais da cidade e depois, irmos esperar o embarque para cruzar o famoso Estreito de Magalhães.
Punta Arenas vista do barco que nos levava à Terra do Fogo, no sul do Chile
Punta Arenas vista do barco que nos levava à Terra do Fogo, no sul do Chile

A Fiona no ferry que nos leva de Punta Arenas à Terra do Fogo, no sul do Chile
A Fiona no ferry que nos leva de Punta Arenas à Terra do Fogo, no sul do Chile

Uma grande viagem como esta que estamos fazendo tem vários pontos altos. Por exemplo, o encontro com diferentes culturas ou a chance de ver e estar em paisagens naturais absolutamente deslumbrantes. Para mim, tão ligado em história e geografia, há também um outro tipo de experiência que chega a me emocionar. Estou falando em ver com os próprios olhos lugares que já conhecia desde a adolescência pelos livros do colégio, verdadeiros ícones geográficos ou históricos que agora ganham um sentido muito mais concreto, real, palpável. Navegar pelos rios Amazonas ou São Francisco, caminhar pelas ruínas maias ou incas, deslumbrar-se com paisagens fantásticas como o Grand Canyon ou a tundra canadense, tudo isso me traz de volta antigas páginas de livros que me encantavam na adolescência. A história do mundo ou a geografia da América, agora sim, fazem mais sentido do que nunca fizeram.
O Estreito de Magalhães, ao norte da Terra do Fogo e passando por Punta Arenas, e o Canal de Beagle, ao sul da ilha e passando por Ushuaia, duas das principais ligações entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A Passagem de Drake está mais ao sul
O Estreito de Magalhães, ao norte da Terra do Fogo e passando por Punta Arenas, e o Canal de Beagle, ao sul da ilha e passando por Ushuaia, duas das principais ligações entre os oceanos Atlântico e Pacífico. A Passagem de Drake está mais ao sul

Foi exatamente esse o sentimento que tive ao cruzar hoje o Estreito de Magalhães. Com cerca de 570 km de extensão e apenas 2 km no seu trecho mais estreito, essa passagem natural que liga os dois maiores oceanos da Terra leva o nome de seu descobridor, o português Fernão de Magalhães que, trabalhando para a coroa espanhola, navegou por essas águas há quase cinco séculos, em Novembro de 1520. Esse intrépido navegador chefiava a expedição que foi a primeira a circunavegar o planeta, provando de uma vez por todas que a Terra era redonda. No seu caminho, talvez o maior obstáculo fosse justamente a América, praticamente fechando de norte a sul a passagem dos barcos.
Atravessando o Estreito de Magalhães, de Punta Arenas à terra do Fogo, no sul do Chile
Atravessando o Estreito de Magalhães, de Punta Arenas à terra do Fogo, no sul do Chile

Barco da travessia Punta Arenas - Terra do Fogo, no sul do Chile
Barco da travessia Punta Arenas - Terra do Fogo, no sul do Chile

Para as pessoas de hoje, acostumadas desde pequenas a ver mapas, globos e fotografias do espaço, é muito difícil imaginar um mundo em que, simplesmente, não se sabia o que havia do outro lado do mar. Os europeus do séc. XV não tinham ideia da existência do Oceano Pacífico. E olha que estamos falando do maior oceano da Terra! Para descobrir o Pacífico, os europeus tiveram primeiro de descobrir a América e depois, ao perceber que havia um outro oceano do lado de lá, tentavam desesperadamente encontrar uma forma de chegar a esse “novo” mar de barco. Era isso que procurava Fernão de Magalhães, assim como vários outros navegadores de seu tempo. As gigantescas bocas do rio Amazonas e Prata foram exploradas com esse intuito, mas até 1520 a passagem para o Oceano Pacífico continuava a eludir os exploradores.
No ferry entre Punta ARenas e Terra do Fogo, no sul do Chile, reencontro com o ciclista Pedro, que havíamos conhecido na Península Valdes
No ferry entre Punta ARenas e Terra do Fogo, no sul do Chile, reencontro com o ciclista Pedro, que havíamos conhecido na Península Valdes

Foi quando Fernão de Magalhães encontrou sua preciosa passagem secreta. Ao norte, as terras continentais da América; ao sul uma terra desconhecida de onde se via a fumaça de incontáveis fogueiras. Eram os indígenas locais tentando se aquecer e resistir ao clima rigoroso daquele lugar que o navegante português chamou de “Terra da Fumaça”. Foi apenas mais tarde que o nome foi mudado para o muito mais sonoro “Terra do Fogo”. Fernão de Magalhães não sabia que tratava-se apenas de uma ilha. Ele especulou que aquelas terras eram apenas parte de algo muito maior, a mítica “Terra Australis”.
Nosso primeiro dia na Terra do Fogo. Depois de atravessar de ferry de Punta Arenas para Porvenir, seguimos para a pinguinera na Baía Inútil, de lá para Cameron e fomos dormir em Russfin (170 km)
Nosso primeiro dia na Terra do Fogo. Depois de atravessar de ferry de Punta Arenas para Porvenir, seguimos para a pinguinera na Baía Inútil, de lá para Cameron e fomos dormir em Russfin (170 km)

Foi apenas um século mais tarde que navegantes holandeses determinaram que, sim, a Terra do Fogo era somente uma ilha. Aliás, a maior da América do Sul. Com 48 mil km2 de área, ela é só um pouco maior que a segunda na lista, a nossa Ilha de Marajó, com 40 mil km2. Se considerarmos toda a América, a Terra do Fogo fica atrás de Cuba, Hispaniola (Rep. Dominicana + Haiti), Newfoundland, no Canadá e quatro ilhas árticas também pertencentes ao Canadá. Outra curiosidade, é uma das três únicas ilhas do continente compartidas por duas nações, no caso, Argentina e Chile. As outras são Hispaniola e a pequena Saint Martin (França e Holanda). Pouco mais de 60% da ilha, sua parte ocidental, pertence ao Chile, e o restante, a parte oriental, à Argentina. A parte argentina é mais desenvolvida e onde estão os dois principais centros urbanos da Terra do Fogo, a famosa Ushuaia e a menos conhecida Rio Grande.
Estrada ao lado do Estreito de Magalhães, na Terra do Fogo, no sul do Chile
Estrada ao lado do Estreito de Magalhães, na Terra do Fogo, no sul do Chile

Estrada corta a Terra do Fogo, no sul do Chile
Estrada corta a Terra do Fogo, no sul do Chile

Mas, voltando às águas azuis do Estreito de Magalhães, essa foi a principal passagem entre os dois grandes oceanos até a abertura do canal do Panamá, no início do séc. XX. O outro canal aqui na região que rivaliza em fama com o Estreito de Magalhães é o Canal de Beagle, descoberto e explorado pelo famoso navio em que viajou Charles Darwin em 1830. Aliás, seu nome é uma referência ao próprio nome do navio. Ele passa ao sul da Terra do Fogo, é igualmente estreito, mas bem mais curto, com cerca de 200 km de extensão. As duas maiores cidades da região estão justamente ao longo dessas passagens, Punta Arenas às margens do Estreito de Magalhães e Ushuaia na orla do Canal de Beagle. Por causa do forte vento e também das marés, os navios grandes que cruzam de um oceano a outro aqui pelo sul da América preferem passar por um terceiro caminho, a notória Passagem de Drake, ainda mais ao sul. Apesar de ter sabidamente um dos mares mais violentos do planeta, ao menos aí há bastante espaço para se manobrar sem o perigo de ser jogado contra a costa.
Pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

A Fiona e outro carro expedicionário em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
A Fiona e outro carro expedicionário em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Placa informativa em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Placa informativa em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Pois bem, bastante coisa para eu pensar, refletir e me emocionar enquanto cruzava as águas do estreito. O barco é bem grande, muitos passageiros e carros, chance para ver TV, comer no restaurante ou ficar ali, no convés, admirando a história e geografia da região. Afinal, são mais de duas horas de viagem. Entre os carros viajando, alguns jipes de expedicionários como nós. E entre os passageiros, uma bela surpresa: o Pedro, o ciclista catarinense que havíamos conhecido na Península Valdes. Que mundo pequeno! Enquanto nós cruzamos para a patagônia andina, voltamos rapidamente para a Ilha do Mel e exploramos os parques nacionais Los Glaciares e Torres del Paine, ele enfrentou o forte vento frontal e lateral e pedalou 1.500 km pela ruta 3 até Punta Arenas. Agora, quis o destino, estávamos no mesmo barco em direção à Terra do Fogo, exatos 30 dias após nosso encontro em Puerto Piramides. Que incrível! São coincidências assim que ainda dão mais brilho às viagens.
Reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Observando pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Observando pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Já quase no meio da tarde, completamos nossa travessia e chegamos à pequena Porvenir. Com apenas 5 mil habitantes, a maioria deles descendentes de croatas e chilotas, é a maior cidade chilena na ilha. A cidade é fruto da corrida do ouro que ocorreu aqui no final do séc. XIX, atraindo imigrantes de longe. “Chilota” é o nome que se dá aos habitantes da ilha chilena de Chiloé (ainda vamos lá!), perto de Puerto Montt, 1.000 km ao sul de Santiago. Já os croatas, eram imigrantes que já haviam chegado a Buenos Aires quando as notícias do ouro chegaram à capital portenha. Eles, que já haviam vindo do outro lado do oceano, resolveram “esticar” mais um pouco. Quando o ouro acabou, muitos imigrantes partiram, mas alguns poucos se estabeleceram por aqui mesmo, principalmente nas fazendas de ovelhas.
Reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Foram essas duas atividades econômicas, o ouro e a exploração da lã, que enfim trouxeram colonizadores para essa região esquecida da América. Aqueles indígenas observados por Fernão de Magalhães em 1520 puderam passar outros três séculos em suas terras originais, vivendo como viveram seus antepassados e sem terem a concorrência do homem branco. A única tentativa de ocupação ocorreu em 1580 no povoado de Rey Felipe, do outro lado do canal, mas foi malsucedida. Em 1830 o Beagle passou por aqui e recolheu quatro indígenas que foram levados para a Europa, onde se encontraram com o rei da Inglaterra e viraram celebridades. Três deles retornaram na viagem seguinte do Beagle. Foram suas últimas décadas felizes. No final do século, com a chegada dos imigrantes, os nativos foram perseguidos e massacrados, em mais uma daquelas trágicas histórias de encontro de civilizações. Vou falar mais disso em algum próximo post...
Caminhando em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Caminhando em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Riona costa da Terra do Fogo, no sul do Chile
Riona costa da Terra do Fogo, no sul do Chile

Quando desembarcamos em Porvenir, pegamos logo a estrada de rípio (asfalto, só na parte argentina) rumo à nossa primeira atração: uma pinguinera. Não é uma pinguinera “qualquer”, parecida com tantas outras que existem perto de Punta Arenas ou na costa sul da Argentina. Essa é uma pinguinera de pinguins rei, aqueles com manchas amarelas que vimos tanto na Geórgia do Sul. Eles quase não são vistos tão perto da América do Sul, em lugares mais facilmente acessíveis. A gente estava curioso por revê-los e também por vê-los pela primeira vez em um ambiente tão diferente. Aqui, ao contrário do gelo e das rochas que preponderavam no ambiente da Geórgia do Sul, há uma grama alta, quase uma relva, além de um riacho de água doce.
Turistas observam pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Turistas observam pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Nosso reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Nosso reencontro com pinguins rei em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

A pinguinera fica na Bahia Inutil, nome dado no séc. XIX por um navegador inglês. Ele reclamou que ela não servia nem para ancorar um navio e nem como abrigo para tempestades. Enfim, uma baía inútil e o nome pegou. Os pinguins rei não concordam com ele e frequentam a área há milhares de anos. A prova disso são os fósseis. Não só dos pinguins, mas também de antigos habitantes indígenas que gostavam de comer os pinguins como sobremesa e que chegaram aqui há pelo menos 6 mil anos. O prato principal eram os guanacos, também muito comuns na Terra do Fogo. Com o desaparecimento desses indígenas no século passado, a preocupação dos pinguins passou a ser outra. Até o início da década de 90, era comum que visitantes os “raptassem” para levá-los para outros países. Com a criação do parque, eles estão, enfim, protegidos. Para nós, que vimos colônias com 200 mil casais dessas belas aves, ver algumas dezenas delas foi apenas “curioso”. Principalmente porque estavam no meio do verde e não do branco. Mas para quem vem aqui (a maioria das pessoas) e os vê pela primeira vez, o impacto é muito maior. Pudemos perceber isso bem nos semblantes das outras poucas pessoas que estavam visitando o parque, um casal de expedicionários e dois chilenos.
Fim de tarde em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Fim de tarde em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Fim de tarde em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Fim de tarde em pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Nós ficamos até a hora em que a luz ficou bem legal para fotografar. Ou seja, quase nove da noite. Depois, saímos em disparada, pois ainda precisávamos encontrar lugar para dormir, coisa bem rara nessa metade ocidental da Terra do Fogo. Como disse, as estradas são todas de rípio e a paisagem lembra muito a das estepes patagônicas. Lindo e grandioso, mas já quase não tínhamos luz para fotografar. Passamos por uma árvore completamente torta pelo vento (que reina absoluto nessas planícies intermináveis), um dos cartões postais da Terra do Fogo chilena, mas a pressa para chegar a algum lugar era tão grande que nem nos detivemos para fotografá-la. A foto que aparece nesse post é dos nossos amigos Tina e Marco, os suiços que repartiram o contêiner conosco na travessia da América Central para a Colômbia. Eles passaram por esse mesmo lugar alguns poucos dias depois de nós. Nesse caso, o destino não quis que nos reencontrássemos...
Uma das casas de Cameron, pequeno povoado na Terra do Fogo, no sul do Chile
Uma das casas de Cameron, pequeno povoado na Terra do Fogo, no sul do Chile

A famosa árvore torta pelo vento, um dos símbolos da Terra do Fogo, no sul do Chile. Quando passamos por aí, já não havia luz. Essa foto foi tirada dias depois pelos nossos amigos suiços, Marco e Tina
A famosa árvore torta pelo vento, um dos símbolos da Terra do Fogo, no sul do Chile. Quando passamos por aí, já não havia luz. Essa foto foi tirada dias depois pelos nossos amigos suiços, Marco e Tina

Enfim, seguimos até Cameron, a segunda maior cidade chilena da ilha, com não mais que uma centena de habitantes. Mas não havia hospedaria. Seguimos então para o vasto interior da Terra do Fogo, dezenas de quilômetros sem encontrar alma viva, pelo mesmo alma humana. Mesmo com a preocupação de encontrar lugar para dormir antes que a noite chegasse, a sensação de liberdade de estar naquele lugar tão isolado era incrível. E assim, distraídos com esse deleite de comunhão com a natureza, eis que chegamos a Russfin, uma fazenda transformada em pousada. No meio do nada. Não poderíamos esperar coisa melhor! Ainda descolamos um jantar e uma enriquecedora conversa com pescadores de mosca chilenos, os únicos outros hóspedes do local. Absolutamente sensacional! A Terra do Fogo nos acolhia de forma inesquecível na nossa primeira noite por aqui!
Feli com a beleza do fim de tarde em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile
Feli com a beleza do fim de tarde em uma pinguinera na Terra do Fogo, no sul do Chile

Fonte Blog do Rodrigo.

Na Terra de Rondon e da Madeira-Mamoré

Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

No finalzinho da década de 70, quando tinha dez anos de idade, comecei a me interessar por mapas e por geografia. Deliciava-me com o Atlas Geográfico Melhoramentos, dos meus irmãos mais velhos. Foi nele que decorei os nomes e localização dos estados e territórios brasileiros. Em 1981, quando cheguei à 5ª série, passei a ter a disciplina de Geografia na escola e foi a vez de comprar o meu próprio Atlas da Melhoramentos. Mas, no mapa do Brasil, ele vinha com uma notável diferença: o país tinha ganho um novo estado! Rondônia deixava de ser território federal a passava a ser o 23º estado brasileiro. No ano seguinte, em uma gincana disputada entre todas as salas da 6ª série, cada uma delas representaria um estado da confederação. Foram sorteados dois estados para cada sala e deveríamos escolher um deles para contar sua história, preparar suas comidas típicas, aprender e ensinar um pouco de sua cultura. Minha sala foi sorteada com Bahia e Rondônia. Infelizmente, eu fui a voz solitária em defender que deveríamos usar o nome de Rondônia. Não sei por que, todos os outros viram mais potencial no uso da Bahia, hehehe. Enfim, com Bahia fomos campeões, mas meu vínculo com Rondônia tinha sido criado...
Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Antiga igreja usada pelos trabalhadores da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Rondônia foi explorada por bandeirantes paulistas ainda na época do Brasil colonial, mas permaneceu completamente isolada do país até o final do séc. XIX. Mas o sossego das numerosas tribos indígenas que lá habitavam estava por terminar, por dois eventos quase concomitantes na virada do século: a construção da ferrovia Madeira-Mamoré e as explorações do militar e sertanista Candido Rondon, responsável por levar as linhas de telégrafo até o distante território.
Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia
Homenagem prestada à ferrovia Madeira-Mamoré, em em Porto Velho, capital de Rondônia

Uma ferrovia que ligasse os trechos navegáveis dos rios Madeira e Mamoré já era um sonho boliviano há mais de meio século. Com ela, a Bolívia teria um acesso rápido e barato ao Oceano Atlântico, via Rio Amazonas, e aos mercados europeu e americano. Seria muito mais fácil escoar suas mercadorias por aqui do que através dos Andes até o Oceano Pacífico, a meio mundo de distância dos portos europeus e da costa leste americana, pois nessa época o Canal do Panamá era apenas um sonho. A grande barreira para isso é que o Rio Madeira (e seus afluentes), que nasce em território boliviano, tem um trecho de cerca de 300 quilômetros cheio de corredeiras e cachoeiras, já no lado brasileiro, não sendo apto à navegação. A solução: uma ferrovia que “desse a volta” nesse trecho complicado. Sonho acalentado desde meados do séc. XIX.
Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia
Fim de tarde no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

A oportunidade finalmente apareceu na virada do século, quando ocorreu a Revolução Acreana. Ainda vou falar disso quando chegarmos lá, mas o fato é que o Acre era originalmente território boliviano e, numa das cláusulas do tratado que deu a soberania da região ao Brasil, estipulou-se que nosso país construísse a sonhada ferrovia ligando os trechos navegáveis do Rio Madeira, uma das formas de compensar a Bolívia pela cessão do Acre ao Brasil.
O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
O gostoso parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

E assim foi feito. Entre os anos de 1907 e 1912, cerca de 20 mil trabalhadores de 50 diferentes nacionalidades enfrentaram os rigores da selva amazônica para construir essa ferrovia de 366 km. Quase 1.500 deles morreram durante a construção, quase todos de doenças tropicais. A construção, comandada pelo americano Percival Farqhuar, foi considerada um grande feito da engenharia, já que a obra era considerada impossível por muita gente na época. Apesar do sucesso na construção, o Ciclo da Borracha (principal produto a transitar pela ferrovia) estava terminando e a ferrovia nunca operou com mais de 10% de sua capacidade total. Não demorou muito para a empresa do americano quebrar e se constatar que a ferrovia jamais teria a importância imaginada. Durante a 2ª Guerra Mundial, no esforço aliado de guerra, a borracha da região até recuperou sua importância (já que a concorrente Malásia estava na zona de conflito) e com ela a ferrovia. Mas não durou muito. Por fim, na década de 60, ela foi desativada.
Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Independente disso, foi a construção da Madeira-Mamoré que trouxe a primeira onda de imigrantes e desenvolvimento para a região. Boa parte do material usado na construção veio de barco. Inicialmente, tentou-se trazer esse material até um porto recém construído, quase aos pés da cachoeira de Santo Antônio. Mas depois, por razões de segurança, optou-se mesmo pelo porto antigo, alguns quilômetros rio abaixo. Era o porto velho, que deu origem a capital do estado, chamada apropriadamente de Porto Velho.
Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Antiga locomotiva da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Nessa época também chegava ao estado a linha de telégrafo, depois de um amplo trabalho de exploração do território entre Mato Grosso e Amazonas pelo militar e sertanista Cândido Rondon. Ele já havia sido o responsável por explorar e levar o telégrafo de Goiás à Mato Grosso. Explorador nato, foi o idealizador do antigo SPI (Serviço de Proteção ao Índio), que mais tarde daria origem à FUNAI. Rondon foi o responsável pelo primeiro contato com inúmeras tribos que habitavam o sertão brasileiro e, enquanto viveu, foi um incansável defensor dos direitos indígenas. Dizia aos seus comandados nessa empreitada de explorações e contato com os indígenas que “se preciso for, morra, mas não mate!”. Pode parecer uma frase de efeito, mas o próprio Rondon foi atingido por uma flecha envenenada em uma de suas expedições e, ao invés de ordenar o combate, mandou que suas tropas recuassem, para evitar o conflito. Foi salvo da flecha pela bandoleira de couro de sua espingarda. Esse brasileiro notável recebeu inúmeras homenagens ainda vivo (morreu com 92 anos, em 1958), inclusive o título de “Marechal”, como todos o conhecemos.
Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Com o Rodrigo e a Rosana, no parque nas antigas instalações da ferrovia Madeira-Mamoré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Entre essas homenagens, o Congresso brasileiro resolveu mudar o nome do Território de Guaporé, formado por terras na fronteira de Mato Grosso e Amazonas, para Território de Rondônia, reconhecendo a importância de Rondon no desenvolvimento daquela região do país.
A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia
A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

Os mesmos militares que optaram por desativar a ferrovia Madeira-Mamoré também foram responsáveis pela segunda onda de ocupação do ainda Território Federal. A imigração para Rondônia foi estimulada na década de 70, através da distribuição de terras. Dezenas de milhares de brasileiros de todas as regiões se mudaram para lá, apostando no futuro de Rondônia, no mais importante movimento migratório planejado dos últimos 50 anos. O resultado foi a explosão populacional do agora Estado de Rondônia e da rápida destruição de mais de 30% das florestas originais. Felizmente, nos últimos 15 anos, essa migração foi desacelerada, assim como a preservação de florestas nativas e territórios indígenas ganhou força. O belíssimo Parque Nacional dos Pacaás Novos é o melhor exemplo disso.
A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia
A usina de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Porto Velho, capital de Rondônia

Foi nessa Rondônia que chegamos, diretamente à capital Porto Velho. Aqui, ficamos hospedados na casa do Rodrigo e da Rosana. O Rodrigo é amigo das antigas da Ana, lá de Curitiba, do tempo em que eram escoteiros. Há muito não se viam, mas a internet e o Facebook os reuniu, principalmente agora que viajamos pela América. O Rodrigo é tenente da Força Aérea Brasileira, piloto de helicópteros, e está baseado aqui em Porto Velho. Gentilmente, convidou-nos para ficar na sua casa, muito bem localizada no centro da capital.
A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia
A praça das caixas d'água, uma das atrações turísticas em Porto Velho, capital de Rondônia

Aqui, aproveitamos para fazer a revisão da nossa Fiona, que já estava meio atrasada. Depois de cruzar a BR-319, ela merecia! Quem também foi para a “revisão” foi a Ana, que estava com princípio de pneumonia. Entrou no antibiótico, depois de consulta no médico. O que também fizemos, aproveitando que estávamos num lar, foi lavar todas as nossas roupas. Vamos poder sair daqui zerados!
As famosas e enormes caixas d'água em Porto Velho, capital de Rondônia
As famosas e enormes caixas d'água em Porto Velho, capital de Rondônia

Por fim, o Rodrigo também arrumou um tempo para, junto com a Rosana, nos levar para passear e jantar em Porto Velho. A grande atração turística da cidade é o parque onde funcionava a ferrovia Madeira-Mamoré. Bem ao lado do Rio Madeira, é um ótimo lugar para se passar um preguiçoso entardecer, o sol brilhando sobre as águas do rio. Nessa hora, o parque está sempre cheio e é um ótimo lugar para namorar, tomar cerveja, jogar conversa fora ou simplesmente, admirar o espetáculo da natureza.

Além disso, claro, podemos admirar as antigas locomotivas e os trilhos já meio depauperados. Assim que a ferrovia foi desativada, muito de seu material foi vendido para o ferro-velho. Uma vergonha e desrespeito com a nossa história. Tentou-se uma linha turística de trem, com apenas 7 quilômetros, mas o projeto não prosperou. Finalmente, um movimento ganhou força para se tentar preservar o que havia restado. Atualmente, com parte dos recursos pagos pelas Usinas de Jirau e Santo Antonio, as novas mega-obras de Rondônia, a ideia é reativar a linha turística e restaurar antigas instalações, trilhos, locomotivas e vagões. Só podemos torcer para que dê certo dessa vez!
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia

Falando nisso, o Rodrigo também nos levou à Usina de Santo Antônio, ao lado da capital. Aí funcionou aquele tal de “porto novo”, que acabou preterido pelo “porto velho” durante a construção da ferrovia. Justamente onde estava a primeira cachoeira do rio Madeira. Santo Antonio já está gerando e, junto com a Usina de Jirau, algumas horas rio acima, são responsáveis pela mais recente onda migratória à Rondônia. Grandes obras, empregaram e empregam milhares de trabalhadores. Ao mesmo tempo que fomentam a economia do estado, são promessa de novos problemas sociais para o estado, já que, assim como empregam, vão desempregar também, ao término da construção. São problemas para acompanhamos ao longo do tempo. Dessa vez, só pudemos admirar a grande obra que domou o rio que, agora, gera energia que é enviada diretamente ao sul do país. Energia necessária para o Brasil, reconheça-se, mas que intervém na natureza da região. O Rio Madeira nunca mais será o mesmo, para o bem e para o mal.
Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Com o amigo Rodrigo, no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Outra atração que fomos visitar é a praça das caixas-d’água, remanescentes também da época da construção da ferrovia. Armazenavam água para seus milhares de trabalhadores. Hoje, estão desativadas e servem para atrair turistas àquela praça, a insólita visão de três monstros de metal que mais parecem saídos de filme B de ficção científica sobre extraterrestres.
Um verdadeiro banquete no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia
Um verdadeiro banquete no tradicional reataurante Remanso do Tucunaré, em Porto Velho, capital de Rondônia

Por fim, o delicioso jantar foi no mais tradicional restaurante da cidade, o Remanso do Tucunaré. Peixes, peixadas e moquecas que atraem famosos quando vêm à cidade. Fotos a assinaturas na parede provam que o restaurante é mesmo popular entre políticos, músicos e esportistas. E agora, também com os viajantes do 1000dias. Mas ainda não temos o cacife necessário para sermos convidados a deixar nossos autógrafos, hehehe. A ótima comida foi nossa despedida dessa cidade, já que amanhã partimos para o Acre. Rodrigo e Rosana, nosso muito obrigado pela calorosa acolhida. Quem sabe, não passamos por aqui na nossa volta da Bolívia?
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia
Despedida do Rodrigo e da Rosana, que nos deram um lar em Porto Velho, capital de Rondônia

Fonte Blog da Ana..

19.4.15

PRESOS POR ESTUPRO DE VULNERÁVEL E FURTO EM MARACANÃ NO PARÁ

As Polícias Civil e Militar prenderam em flagrante três envolvidos em crimes na cidade de Maracanã, nordeste paraense, neste sábado, 18. Um deles - Fábio Ribeiro da Rocha, 35 anos - é acusado de estuprar uma adolescente de 14 anos e de agredir a mãe da menina. Os outros dois - Tiago Trindade Garcia, 29 anos, e Andrey Monteiro da Silva, 18 - foram flagrados enquanto cometiam furtos. As prisões foram coordenadas pela delegada Eliete Alves, titular da Delegacia do município, em conjunto com policiais militares. 

À ESQUERDA, FÁBIO. NO ALTO, TIAGO E EM BAIXO ANDREY
Conforme a delegada, Fábio Ribeiro da Rocha, foi preso em flagrante na Vila Nova Brasília, na rodovia PA-430, zona rural do município, em ação policial que contou com apoio da guarnição do cabo da Polícia Militar Paulo Sena Aleixo. Os policiais receberam denúncia de que Fábio havia abusado sexualmente de uma adolescente de 14 anos e que a mãe da vítima de 38 anos havia sido agredida pelo acusado, após a filha lhe ter contado o crime. De acordo com a mãe da adolescente, as duas foram ameaçadas de morte pelo acusado caso o denunciassem. Fábio foi autuado em flagrante pelo estupro e pela agressão física, e permanece recolhido à disposição da Justiça. 

FURTOS Duas prisões em flagrante por furtos em imóveis foram registrados em Maracanã. Em um dos casos, Tiago Garcia foi flagrado após furtar os refletores de uma fábrica de gelo, na cidade de Maracanã. O acusado, segundo a dona da empresa, Maryvania do Socorro da Silva Sousa, além de cometer o crime de furto, ainda fez ameaças à empresária, caso o denunciasse à Polícia. No outro caso, Andrey Silva, conhecido como "Soratinho", arrombou uma casa, durante a madrugada, e do local furtou calçados e um telefone celular da dona do imóvel. O fato foi comunicado de imediato aos policiais que localizaram o autor do crime. Ele é acusado de ter cometido outros furtos no município. Após a prisão dele, diversas vítimas foram à Delegacia de Maracanã para denunciá-lo.

DENUNCIE: POLÍCIA CIVIL PROCURA AUTOR DE ESTUPRO DE CRIANÇA DE 12 ANOS EM ULIANÓPOLIS NO PARÁ

PROCURADO
A Polícia Civil investiga o paradeiro de Francisco João Rodrigues da Silva, 38 anos, de apelido "Chiquinho", que está com mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça de Ulianópolis, nordeste do Pará, por crime de estupro de vulnerável. Ele é acusado de ter violentado sexualmente uma menina de 12 anos, em abril do ano passado. Após ser denunciado, o acusado fugiu. O foragido é natural de Codó, no Maranhão, e na época morava em Ulianópolis. Quem tiver alguma informação sobre o procurado deve telefonar para o fone 181, o Disque-Denúncia. A ligação é gratuita e com sigilo garantido. 

POLÍCIA CIVIL DESVENDA MORTE DE ADOLESCENTE APÓS POUCO MAIS DE UM MÊS DE INVESTIGAÇÕES EM NOVO REPARTIMENTO

A Polícia Civil desvendou, após investigações, a morte de um adolescente registrada em 15 de março deste ano, em Novo Repartimento, sudeste paraense. Dois envolvidos no crime foram capturados. Um deles é um adolescente de 15 anos. O outro é Cassiano de Jesus da Silva, 19 anos. Os dois confessaram o crime que foi motivado por vingança. As investigações foram presididas pelo delegado Alenson Lameira, juntamente com os investigadores Regivaldo Menezes e Raimundo Melo. O crime se registrou às margens da rodovia Transamazônica, na entrada de um balneário, a 4 quilômetros da sede do município. O corpo foi encontrado durante a manhã, do dia 15 de março, jogado em um matagal. 

CASSIANO ESTÁ ENVOLVIDO NO CRIME
Durante as investigações, diversos depoimentos foram coletados. As informações foram essenciais para se identificar os autores do crime. Os acusados foram ouvidos em depoimento e confessaram terem assassinado o adolescente para se vingar dele. O motivo, segundo explicaram os acusados, é que meses antes houve uma briga entre a vítima e o adolescente infrator, em que o acusado foi agredido e jurou se vingar. 

Cassiano alegou que, no dia do crime, conseguiu atrair a vítima até o local onde estava o outro acusado. No local, os dois agarraram o rapaz e passaram a esfaqueá-lo. Em depoimento, Cassiano afirmou que sua participação no crime de segurar a vítima para que o comparsa o matasse. Após matá-lo, os dois jogaram o corpo no matagal. Com as confissões, o delegado representou pelas prisões preventivas dos acusados à Justiça que expediu os mandados judiciais, para mantê-los recolhidos. 

sábado, 18 de abril de 2015

PRESO CONDENADO HÁ MAIS DE 30 ANOS E QUE ESTAVA FORAGIDO DA JUSTIÇA EM CAMETÁ

As Polícias Civil e Militar do município de Cametá, no Baixo Tocantins, capturaram Valdir Nunes dos Santos, conhecido como “Ninja Branco”, condenado pela Justiça do Pará a mais de 30 anos de prisão por envolvimento em diversos roubos no Estado. Ele estava na condição de foragido. A prisão dele é resultado de dois meses de investigações. 

PRESO
De acordo com o delegado Fernando Pereira, Valdir foi encontrado no bairro da Marambaia, na sede do município de Cametá. Ele responde a diversos processos por roubo nas comarcas de Abaetetuba, Moju e Ananindeua. Segundo os policias, que participaram da operação, o foragido estava planejando assaltos no municípios. 

A equipe policial responsável pela prisão é formada pelo delegado Fernando Pereira, escrivão Sérgio Cordeiro, os investigadores Sérgio Pompeu e Ozy Assunção, e os policias militares do 32º Batalhão sob o comando do tenente-coronel Temístocles Paulo.

CASAL PRESO NO FLAGRA EM PONTO DE TRÁFICO DE DROGAS EM QUATIPURU

A Polícia Civil flagrou, durante investigações para combate ao tráfico de drogas, um casal que vendia maconha em um ponto de comércio de entorpecentes na localidade de Boa Vista, em Quatipuru, nordeste paraense. O flagrante foi coordenado pela equipe policial comandada pelo delegado Wander Veloso, da Delegacia de Primavera, cidade vizinha. Os acusados são Iran Dhegson Gomes e Araújo, 24 anos, e Lidiamem de Sousa Lima, 41. 

PRESOS
De acordo com o delegado, com o casal, foi apreendido em torno de meio quilo da droga prensada, no formado conhecido como "tijolo" de maconha. O entorpecente foi encontrado escondido dentro da casa dos acusados, durante revista no imóvel. O delegado Wander Veloso apurou que Iran Dhegson já tem passagem pela Polícia por envolvimento em tráfico de drogas. Os dois foram autuados em flagrante pelo crime.

PRESA DUPLA DE IRMÃOS ENVOLVIDOS EM CRIMES NAS CIDADES DE AUGUSTO CORRÊA E RURÓPOLIS

A Polícia Civil divulgou, neste sábado, 18, as prisões de duas duplas de irmãos envolvidos em roubos nas cidades de Augusto Corrêa, nordeste paraense, e em Rurópolis, sudoeste do Estado. No primeiro caso, foram presos, em cumprimento a mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça, os irmãos Neiton dos Reis Borges, de apelido "Beleu", e Ronaldo dos Reis Borges, conhecido como "Pipoca", acusados de tentativa de latrocínio. O crime se registrou, no último dia 3 de março, na localidade de Tijoca, zona rural de Augusto Corrêa. 

Irmãos Neiton e Ronaldo, à esquerda. Ao lado, os irmãos Marlon e Iury
NEITON E RONALDO À ESQUERDA, E MARLON E IURY À DIREITA
Na ocasião do crime, "Beleu" efetuou disparos de arma de fogo caseira contra Jesiel Castro Flor durante tentativa de assalto. A vítima teria reagido. Por conta do disparo, a vítima teve ferimentos no tórax, ombro esquerdo, couro cabeludo e articulações. Jesiel foi operado e não corre risco de morte. Segundo o delegado Tobias Ferreira, titular da Delegacia de Augusto Corrêa, "Beleu" é suspeito de ter participado do roubo de duas motos no município, no ano passado e neste ano. Com os irmãos, a arma do crime foi apreendida. 

ROUBO DE MOTO A Polícia Civil autuou em flagrante dois acusados de roubar uma moto em Rurópolis. Os irmãos Marlon Ribeiro dos Santos e Iury Fernando dos Santos foram presos por policiais militares. O veículo roubado foi recuperado na cidade vizinha de Placas e já devolvido ao proprietário, vítima do crime. Conforme o delegado Ariosnaldo Vital Filho, o dono da moto contou que foi abordado por dois homens armados. Após o roubo, a PM foi acionada e passou a fazer buscas até localizar os dois envolvidos no crime. 

Arma apreendida em Augusto Corrêa e moto roubada recuperada em Rurópolis

Aos policiais, os presos afirmaram que haviam abandonado o veículo roubado havia sido levado para a cidade de Placas e abandonado em um terreno baldio às margens da rodovia Transamazônica. A informação foi repassada aos policiais de Placas que localizaram o veículo. A arma utilizada no roubo, um revólver calibre 32, com seis munições, foi apreendida e enviada para perícia no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves do município de Santarém. Os dois foram autuados em flagrante por roubo qualificado (assalto a mão armada), com base no artigo 157, do Código Penal, e permanecem presos à disposição da Justiça.


Presidente estadual do PRB empossa diretoria do partido em Parauapebas


Acompanhado do deputado estadual Divino Santos, o presidente estadual do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Fábio Freitas, empossou nesta segunda-feira (23) em Parauapebas a nova diretoria do PRB no município.
A diretoria local do PRB tem como presidente Jorge Guerreiro e como vice-presidente Josivaldo Antonio. O evento foi denominado "Renascimento PRB em Parauapebas".
No dia 19 de março, ocorreu o encontro estadual do partido em Belém, com a presença de autoridades e militantes do PRB da capital e do interior do estado.
Na visita a Parauapebas, a comitiva do Partido Republicano Brasileiro foi recebida pelo prefeito Valmir Mariano, em seu gabinete, e pelo adjunto da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel), Gilvan Moraes, ambos do PSD.